A matemática é assim ...

"Sempre me pareceu estranho que todos aqueles que estudam
seriamente esta ciência acabam tomados de uma espécie de paixão pela mesma. Em verdade, o que proporciona o máximo prazer não é o conhecimento e sim a aprendizagem, não e a posse mas a aquisição, não e a presença, mas o ato de atingir a meta". (GAUSS, CARL FRIEDERICH)

terça-feira, 10 de abril de 2012

MEC vai recomendar o fim da reprovação

Para reduzir evasão, plano é que escolas aprovem todos os alunos dos três primeiros anos do ensino fundamental.
Com os dados do censo escolar de 2008 em mãos, quando 74 mil crianças de 6 anos foram reprovadas, e depois de realizar três audiências públicas - em Salvador, São Paulo e no Distrito Federal - o Conselho Nacional de Educação (CNE) se prepara para recomendar "fortemente" que todas as escolas públicas e privadas não reprovem mais alunos matriculados nos três primeiros anos do ensino fundamental.
A resolução, que terá que ser homologada pelo ministro Fernando Haddad neste último ano do governo Lula, entrará em vigor em 2011, segundo Edna Martins Borges, coordenadora-geral do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC).

- O Brasil tem uma cultura forte de reprovação. Como estamos atualizando as diretrizes para a educação, vamos recomendar fortemente o princípio da continuidade. Sabemos que não tem a força de uma lei, mas as recomendações do CNE direcionam o sistema educacional - explica Edna, dizendo ainda que o Conselho espera que o Brasil deixe, daqui a alguns anos, de reprovar em todas as séries do ensino fundamental. - O ideal é que a criança conclua mesmo em nove anos, pois ser reprovada faz com que interrompa o sucesso escolar que poderia ter. No Nordeste, onde temos altas taxas de evasão, a reprovação é uma das responsáveis pelo aluno abandonar o colégio.
Para professor da UFRJ, mudança é 'temerária'
Segundo Edna, cada escola terá autonomia para elaborar seu projeto pedagógico, o que pode incluir flexibilização das turmas, trabalhos especiais para alunos em dificuldades e aulas extras.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), existem mais de 152 mil escolas, com 31 milhões matriculados no ensino fundamental. Pouco mais de dois milhões têm mais de cinco horas de aula por dia.

- Largadas à própria sorte, sem respaldo das secretarias de educação e do MEC, as escolas dificilmente terão sucesso. A história já mostrou que desacompanhada de professores bem formados, sem boa gestão, sem recursos corretos para ajudar no aprendizado e com grande número de alunos em sala, a progressão não dá bom resultado - diz Claudia Fernandes, coordenadora da Pós-Graduação em Educação da UniRio.
Professor de políticas públicas e formação humana da UERJ, Gaudêncio Frigotto concorda que propor a mudança deixando que as escolas decidam o que fazer é "temerário".

- Não adianta as crianças terem o direito de passar, se não têm o direito de aprender. As escolas públicas do Brasil são também espaço de merenda, de educação sexual, têm que lidar com a violência, não estão só ligadas ao conhecimento. Legalizar a realidade que temos em sala de aula com aprovação automática é temerário.
Responsável por uma turma do 3º ano do ensino fundamental em uma escola municipal em Cordovil, na Zona Norte do Rio, Inês Barbosa já convive com a aprovação automática e acha que o respaldo do MEC prova que "o ministério não conhece o que enfrentamos no dia a dia":

- Tenho uma turma com 32 alunos entre 8 e 11 anos. Os que têm dificuldades tinham a ajuda de uma estagiária, mas agora ela só pode atender no mesmo turno das aulas. Então, eles vão às aulas ou ao reforço - diz Inês. - O MEC propor que professores criem alternativas quando estão sobrecarregados, sem material didático, em escolas sem horário integral e lidando com pais que muitas vezes não podem acompanhar os estudos dos filhos é a prova de que não conhece o que enfrentamos.

Professor da Faculdade de Educação da USP, Vitor Henrique Paro gostaria que o MEC tivesse coragem para acabar com a aprovação em todas as séries.

- Não sei porque a timidez, a reprovação é um mal - diz ele, para quem as escolas são "ruins desde o século XIX e a reprovação é o álibi desse modelo". - Essa mudança é um primeiro passo para que haja uma revolução. Os pais vêem os filhos sendo reprovados e acham que eles não servem para estudar.

Com a aprovação automática, os pais terão a chance de entender que há algo errado com a escola, pois seus filhos poderão chegar ao 8oano e isso não será sinônimo de que aprenderam algo. Se for proibido reprovar, as pessoas serão obrigadas a ensinar

'É perverso deixar alguém continuar analfabeto", entrevista com Claudia Fernandes

Professora há 28 anos, Claudia Fernandes, coordenadora da Pós-Graduação em Educação da UniRio, vê com ressalvas a recomendação do CNE para todas as escolas do país. "Desacompanhada de reorganização pedagógica, vai acabar com o problema da reprovação nos três primeiros anos, mas vai reprovar no quarto."

Leia a entrevista:

- Como a senhora vê a proposta do CNE de não mais reprovar os alunos dos três primeiros anos do ensino fundamental?

Pode ser um avanço se forem pensadas maneiras de implementar esse sistema. Mas sabemos que boa parte das escolas brasileiras só tem professor e giz. Não são bem equipadas, os professores dão aulas para turmas com mais alunos do que o ideal, não têm formação continuada e trabalham sem ter acesso às novas tecnologias. Desacompanhada de reorganização pedagógica, a promoção automática vai acabar com o problema da reprovação nos três primeiros anos, mas vai reprovar no quarto ano. O CNE diz que as escolas terão autonomia para decidir as estratégias que vão adotar. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) determina que cada escola tenha autonomia. Mas se elas ficarem à sua própria sorte, provavelmente o sistema não dará certo. É preciso que tenham apoio das secretarias de educação e do MEC, medidas que sejam comuns a todas e apoio logístico e financeiro.

- Ao adotar a progressão automática, a escola deixa de avaliar os alunos?

Avaliação não é sinônimo de prova, aprovação ou recuperação. O senso comum acredita que a reprovação garante mais qualidade e aprendizagem, mas o que garante uma boa escola são professores bem formados e com recursos para trabalhar, boa gestão e equipamentos que possam ser usados para auxiliar o aprendizado. Tanto que reprovamos e mesmo assim temos alunos que não sabem ler, escrever ou calcular. Então, acredito que quando há progressão automática é preciso que haja um processo de avaliação até mais criterioso e qualitativo.

- A evasão escolar diminui quando a progressão automática é implementada?

A educação está colada ao contexto social, e é fato que as crianças que são reprovadas várias vezes abandonam a escola. Então, historicamente, há uma melhora nesses índices, assim como há melhora também nos índices de rendimento com a progressão automática.

- E isso é positivo?

Tem um lado bom, porque as crianças ficam na escola, não vão para as ruas, nos grandes centros podem até ficar afastadas do tráfico, mas o problema é: estão na escola de que maneira? Estão aprendendo? A progressão automática não pode só ter essa justificativa, de manter as crianças em sala de aula, justificativas econômicas, como baratear o ensino, ou de melhorar os índices. É perverso reprovar, mas é perverso também deixar alguém frequentando a sala de aula e continuar analfabeto.

(Carolina Benevides)

(O Globo, 23/5)
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=71065

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Escolas sofrem com instalações precárias

Exatas 816 escolas, ou 67,11% do total dos estabelecimentos estaduais, esperam por reformas. Os prédios estão com telhados e paredes comprometidos, banheiros interditados por falta de manutenção na rede hidráulica, ventiladores não funcionam e o número de carteiras nem sempre é suficiente. São essas as condições das escolas que abrigam mais de 600 mil estudantes paraenses. Um risco para a vida de estudantes, professores e funcionários que passam parte de seus dias nesses locais.

A fragilidade do sistema educacional paraense não é novidade. Melhores condições de trabalho estão constantemente na pauta de reivindicações dos professores. Não foi diferente durante a última paralisação. Deflagrada no último dia 6, a greve dos docentes da rede estadual de ensino cobra do governo o cumprimento do cronograma de reformas nas escolas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Pará (Sintepp), Eloy Borges, afirma que 'o cronograma não foi cumprido. As escolas precisam de reforma urgentemente. Os professores não têm como trabalhar em um local sem infra-estrutura. Essa situação prejudica também os alunos', diz.
A secretária estadual de Educação, Iracy Gallo, assume as dificuldades, mas contesta a afirmação feita pelo sindicalista. 'Não há como negar que muitas escolas do Estado precisam de reformas. Em média, são escolas que não foram reformadas há mais de duas décadas. Eu sei das condições difíceis das escolas, mas eu provo em planilha as reformas que já foram concluídas e as que estão em andamento. Até agora 400 escolas já foram reformadas. Em muitos casos, as reformas acabam sendo verdadeiras reconstruções', ressalta. O Pará tem hoje 1.216 escolas públicas estaduais, que atendem pouco mais de um milhão de estudantes.
Entre as escolas que já foram reformadas, a secretária de Educação destaca a Escola Irmã Dulce, em Parauapebas. 'A escola era constituída por pavilhões feitos de madeira. A reforma feita naquele prédio foi praticamente uma reconstrução. Hoje, a estrutura é em alvenaria e a escola é toda climatizada', conta. Iracy Gallo destaca ainda a reforma que está sendo feita nas escolas Albanízia Oliveira e Cordeiro de Farias, ambas na avenida Almirante Barroso. 'Essas escolas não eram reformadas há dez anos', destaca.
O presidente do Sintepp, no entanto, não vê motivos para festejar a reforma dessas escolas. 'Essa reforma começou há pouco tempo, mas há anos brigamos por ela. Não tem motivo para festejar uma reforma que demorou para sair e foi conquistada à base de muita luta', diz. Em contrapartida, a secretária admite não dar conta de toda a demanda. 'A gente não dá conta em quatro anos de uma ‘não prioridade’ na educação que vem de décadas', justifica.
MAQUIAGEM
A coordenadora geral do Sintepp, Conceição Holanda, contesta os números apresentados pela Seduc. Segundo a coordenadora, em alguns casos não foram feitas reformas, e sim pequenos reparos nos prédios escolares. 'A situação é muito mais grave do que a pintada pelo Estado. Quem entra na Escola Deodoro de Mendonça (uma das 400 escolas reformadas) hoje não vê diferença nenhuma. A única coisa que a Seduc fez foi pintar as paredes para maquiar os defeitos da estrutura do prédio', aponta.
'Em Altamira, fazer uma visita à Unidade de Educação Especial é de partir o coração. O que deveria ser uma escola é, na verdade, um barracão com algumas divisórias. Essas divisórias delimitam os pequenos espaços para as salas de aula - um absurdo, visto que é um local de educação especial. Lá estão crianças que requerem atenção e cuidados diferenciados. O problema é que agora toda a falta de investimento do governo é justificada pela crise econômica mundial. Mas as reformas nas escolas são reivindicações pontuadas há anos pelos professores. Uma pena que o Estado só reforme escolas quando a comunidade se mobiliza e exige uma atitude', critica Conceição Holanda.
AS 10 PIORES INSTALAÇÕES*
1. José Marcelino - (Ananindeua)
2. Maroja Neto - (Belém)
3. Deusinete Pereira -de Queiroz (Redenção)
4. Graziela Moura Ribeiro (Belém)
5. Manoel Joaquim Monteiro - (Magalhães Barata)
6. Cônego Batista Campos -(Belém)
7. Teodora Bentes - (Belém)
8. Nossa Senhora de Fátima - (Belém)
9. Franco de Menezes - (Belém-Outeiro)


10. Escola de Brasília - Belém-Outeiro)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Parabéns !!!!


A todos os docentes que contribuem e engrandecem o Curso de Licenciatura em Matemática da UEPA. o nosso muito obrigado e parabéns pelo dia de hoje!!


Não sei o que combina mais contigo,
Uma poesia, um livro, uma pintura,
Sinceramente fico pensando
No que deve dar alegria
A alguém que é objeto da alegria de tantos.

Na verdade, o professor de verdade,
É aquele que prefere dividir o que possui,
Do que ter somente para si.

O verdadeiro mestre, sente-se feliz
Quando percebe que o caminho que
Ele abriu tem sido trilhado por muitos.
O mestre tem a sua realização no aprendizado
Do pupilo, da passagem da experiência.

É por isso que meras palavras
Não podem recompensar
A alguém que optou por esta carreira
Que muitas vezes é dolorosa e cheia de espinhos.

Chamo-te somente mestre, abnegado coração
Que se sensibiliza com os olhos sedentos
Por uma vida menos escura, mas cheia de luz.
E essa luz, está em suas mãos,
Em seu coração, em seu olhar.

Que bom que existe um dia
Reservado só para você!
Obrigado por sua obstinação incontida,
Pois graças a ela, você nunca desiste.
Você é muito importante,
Espero que você seja sempre assim.

Da Coordenação do Curso de Licenciatura em Matemática

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Não deixe de ler..


De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Experimentoteca: Brincando com os números inteiros e outras atividades.

Experimentoteca: Brincando com os números inteiros e outras atividades.
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Disponivel em http://matematica-na-veia.blogspot.com/2009/04/experimentoteca-brincando-com-os.html
MATERIAL DIDÁTICO PARA OS NÚMEROS INTEIROSMuitas crianças têm dificuldade em interpretar certas regras e conceitos matemáticos, e estas dificuldades podem ser trabalhadas, usando-se de materiais concretos, afim de que os alunos compreendam e dêem significado aos conceitos mais abstratos. Um exemplo que podemos citar é a noção de “números inteiro”. Sabemos que existem diversas formas de trabalhar o conceito de “número inteiro”, alguns bem simples, ( o que depende é claro, do grau de estudo da classe em questão). Mas o problema é quando o professor, sem a devida experiência, tem que criar e integrar aos seus planos de aula, aplicações com material concreto. Mesmo os mais experientes têm muitas dificuldades em encontrar material didático para as suas aulas de matemática, então para facilitar a sua vida, o blog "Matemática na veia" resolveu disponibilizar mais uma dica para dinamizar as aulas.O Portal educacional da CDCC (Centro de Divulgação Cientifica e Cultural) da USP (Universidade de São Paulo) com o apoio do CNPq , VITAE e FINEP, disponibiliza em um de seus projetos denominado “ Experimentoteca” kits prontos que tratam de diversos temas relacionados à matemática.
Um destes kits é exatamente sobre “números inteiros”, e para não ficar dúvidas você pode verificar na imagem abaixo um exemplo de exercício prático para trabalhar o conceito de adição com as crianças da sexta série.Imagem de um exercício no kit “Operação de adição com inteiros:”
Além deste trabalho existem diversos outros temas que podem ser abordados em aula, e posso dizer com toda a certeza que os kits são muito bons! Confira, e faça você mesmo a avaliação.

domingo, 17 de maio de 2009

video: Música aula de matemática

aula de matemática é uma composição de Tom jobim





eu gostei muito